21 de dezembro de 2014

tocas

 








Peço desculpa se não vos tenho postado muitos mimos, tenho andado muito entretida a construir a minha nova toca...

(imagens daqui, dali, d'acolá)

14 de dezembro de 2014

{anita mamã}

"É muito fácil dar um presente: é só entregar a prenda e fugir"


(o meu filho é rapaz, não há dúvida...)

29 de novembro de 2014

Dos beijos roubados

 
Jean Honoré Fragonard; O Beijo Roubado; 1780's ; Museu Hermitage
 
O roubo de um beijo há-de ser uma bem complexa manobra...
Por mim desconfio que os beijos nunca são verdadeiramente roubados, e parece-me que o Fragonard  concorda.
 
Adoro a forma como o rapaz apenas segura a jovem pelo pulso e  com isso consegue que ela se incline toda para si. Mas ai, que não pode ser, e ela ainda se tenta agarrar a algo do lado de cá do desejo, mas o que alcança é só um lenço. O lenço que ocupa a distância entre os amantes e a porta entreaberta para o salão das convenções sociais. O lenço que ao mesmo tempo une e separa.
 
Ou talvez ela queira levar o lenço para o compartimento para onde o rapaz a convida, aquele sitio onde as portas têm vidro mas onde se podem também correr cortinas vermelhas. Talvez nem seja um compartimento, é possível que sejam as portas de um jardim, um contacto com a natureza.
 
Sim, ela irá. Irá porque um lenço não retém ninguém. É demasiado leve, demasiado solto, demasiado translúcido.

28 de novembro de 2014

{querido diário}

Hoje assinei muitos versos.
Frentes e versos, tudo devidamente reconhecido pelo notário...


25 de novembro de 2014

Gaiolas (2)

 
 
O pintor Henri Matisse na sua casa, em Nice, c.1943
(fotografia de Roger Schall)

24 de novembro de 2014

{anita mamã}

Para o meu filho as coisas dividem-se sobretudo em mini-minorcas e mega-grandes.
Só o amor sai destas escalas: ele sabe gostar até ao infinito e mais além.

23 de novembro de 2014

{a banda sonora do dia}

 

 
Enquanto estudava tive um emprego temporário onde a pressão dos prazos nos obrigava a noitadas constantes e a trabalhar muitas horas seguidas. Quando nos começávamos a ir abaixo nas canetas o chefe punha o Ennio Morricone com o volume no máximo. 
Nunca mais me esqueci do truque: instantaneamente estimulante sem acusar nada nos testes de doping...

Bom dia coraçõezinhos de robot!

 
 

{fragmentos} : Simone de Beauvoir (2)

 
 
 
 

{fragmentos} : Simone de Beauvoir (1)




 
 


 

o documentário completo aqui

Das redes

Hoje, tamborilei os dedos por cima da sua saia. Pude sentir tecido de rede, mas não era ali mesmo. Por baixo da sua pele, as suas veias em rede; depois a pele, células em rede, depois as meias de rede, o tecido da saia tecido em rede, a minha mão a tamborilar e os meus dedos com pele com células em rede e depois a minha pele; e dentro da minha pele, as minhas próprias veias em rede. 
Pensei que deve ser triste morrer: uma exposição gradual das redes sem ninguém para tamborilar nelas.