16 de Novembro de 2014

{confissão}

Não vivo sem silêncio, mas sou daquelas pessoas que gritam muito, mesmo muito, enquanto jogam Super Mário...

15 de Novembro de 2014

Da verdade

A verdade é sempre um contacto interior e inexplicável. A minha vida a mais verdadeira é irreconhecível, extremamente interior e não tem uma só palavra que a signifique.


Clarisse Lispector
"A hora da estrela", p.13

13 de Novembro de 2014

Manoel de Barros (1916-2014)

 



“A gente nasce, cresce, amadurece, envelhece, morre. Pra não morrer, tem que amarrar o tempo no poste. Eis a ciência da poesia: amarrar o tempo no poste.”
(Manoel de Barros)

Bom dia, coraçõezinhos de robot!


 
Oh, caramba, estou apaixonada...
Ele pode não ser muito expressivo (nem sequer tem olhinhos), mas um robot dotado de sentido de humor e sarcasmo é um bichinho muito evoluído. Já para não dizer que aquela coisa de acender uma luzinha quando está a gozar é uma app que me dava imenso jeito...
 
A imagem é do Marco Puccini
 

8 de Novembro de 2014

{histórias de amor do caneco}: Vieira Lusitano e D. Inês Helena


Ainda criança, o pintor Francisco Vieira Lusitano (1699-1783)  foi convidado a visitar a casa de uns fidalgos que tinham ouvido falar do seu talento para o desenho. Nesse dia conhece Inês, filha dos donos da casa e apaixona-se irremediavelmente.
Vai estudar sete anos para Itália sempre alimentando a esperança de casar com a rapariga no regresso a Portugal, mas o casamento não tem a aprovação da família de Inês.

Loucos de paixão, resolvem casar em segredo, por procuração, com uma licença do patriarcado. Quando os pais da jovem descobrem, ficam furiosos e apesar de ser já casada, enclausuram-na num convento. Vieira Lusitano passa os anos seguintes a esforçar-se por libertar a esposa. Chega a protestar junto do rei e quando tudo falha viaja até Roma para pedir directamente ao Papa (!) que interceda por ele. Passam 5 anos e nem as leis civis nem as eclesiásticas parecem estar do lado dos amantes.

Desesperado, Francisco aproveita umas obras no convento para fazer chegar até Inês um disfarce de homem com o qual ela sai sem ser reconhecida. O casal reúne-se finalmente após muitos anos de espera, mas não tem paz: um irmão da esposa resolve vingar-se e um dia, na rua das Pretas, dispara sobre o pintor que fica gravemente ferido. Devido à poderosa influência da família de Inês nunca foi feita justiça.

Inês morre em 1775. Francisco, que era nessa época um pintor muito reconhecido, deixa-se levar pelo desgosto: abandona para sempre a pintura e fecha-se no Convento do Beato, onde antes de morrer narra a história do seu amor num longo poema: “O insigne pintor e leal esposo, historia verdadeira que elle escreve em cantos lyricos."

Júlio de Castilho narra estas aventuras melhor que eu numa biografia do pintor que pode ser lida aqui.

2 de Novembro de 2014

31 de Outubro de 2014