19 de janeiro de 2015

A clarividência

 






C. W. Leadbeater; A Clarividência; Colecção Theosofica e Esotérica- III ; 1924

Tradução de Fernando Pessoa, que por causa deste trabalho entrou em crise intelectual e foi desabafar com o Mário de Sá-Carneiro, que coitado já tinha de lidar com a sua própria loucura.

{anita mamã} : fadas e negociatas

Mãe, quando eras pequena fizeste muito dinheiro com os dentes de leite?

14 de janeiro de 2015

{adeus coraçãozinho de robot}

 

{a banda sonora do dia} Purcell

 

 
Here the deities approve
The God of Music and of Love;
All the talents they have lent you,
All the blessings they have sent you,
Pleased to see what they bestow,
Live and thrive so well below.

13 de janeiro de 2015

Bom dia, coraçõezinhos de robot!

 


Das fotografias encontradas e das fotografias escondidas

 
"And if these pictures have anything important to say to future generations, it's this: I was here. I existed. I was young, I was happy, and someone cared enough about me in this world to take my picture."
 
"Most people don't take snapshots of the little things. The used Band-Aid, the guy at the gas station, the wasp on the Jell-O. But these are the things that make up the true picture of our lives. People don't take pictures of these things."
 
"Family photos depict smiling faces... births, weddings, holidays, children's birthday parties. People take pictures of the happy moments in their lives. Someone looking through our photo album would conclude that we had led a joyous, leisurely existence free of tragedy. No one ever takes a photograph of something they want to forget."

 
(...e por acaso estas frases são falas do personagem Sy Parrish neste filme)

7 de janeiro de 2015

(Enviaram-me um espelho via mail)

Viajar? Para viajar basta existir. Vou de dia para dia, como de estação para estação, no comboio do meu corpo, ou do meu destino, debruçado sobre as ruas e as praças, sobre os gestos e os rostos, sempre iguais e sempre diferentes, como, afinal, as paisagens são. Se imagino, vejo. Que mais faço eu se viajo? Só a fraqueza extrema da imaginação justifica que se tenha que deslocar para sentir. (...) Em Madrid, em Berlim, na Pérsia, na China, nos Pólos ambos, onde estaria eu senão em mim mesmo, e no tipo e género das minhas sensações? A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos, não é o que vemos, senão o que somos.

Bernardo Soares

{querido diário}

Está tanto frio que decidi deixar a porta do frigorífico aberta para aquecer a casa.

4 de janeiro de 2015

Fragmento (de Anne Frank)

Tenho medo de que todos os que me conhecem, tal como costumo ser, possam descobrir o meu outro lado, o mais belo, o melhor. Tenho medo de que trocem de mim, me achem ridícula e sentimental, e não me tomem a sério. Estou habituada a não ser tomada a sério, mas é justamente a Anne mais "fácil" que suporta isso; a "mais profunda" não tem forças para tanto.
(...)
No meu interior, a Anne pura é que me indica o caminho; exteriormente, não passo de um cabritinho que pula de alegria e animação.


(última entrada do Diário de Anne Frank, 1 de Agosto de 1944)

2 de janeiro de 2015

{Um poema de amor do Antigo Egipto}


Quando me dá as boas-vindas
De braços bem abertos
Sinto-me como aqueles viajantes que regressam
Das longínquas terras de Punt

Tudo se muda; o pensamento, os sentidos,
Em perfume rico e estranho

E quando ela entreabre os lábios para beijar
Fico com a cabeça leve, fico ébrio sem cerveja



Poemas de Amor do Antigo Egipto, p.27
tradução de Hélder Moura Pereira
Ed. Assírio e Alvim