25 de Novembro de 2014

Gaiolas (2)

 
 
O pintor Henri Matisse na sua casa, em Nice, c.1943
(fotografia de Roger Schall)

24 de Novembro de 2014

{anita mamã}

Para o meu filho as coisas dividem-se sobretudo em mini-minorcas e mega-grandes.
Só o amor sai destas escalas: ele sabe gostar até ao infinito e mais além.

23 de Novembro de 2014

{a banda sonora do dia}

 

 
Enquanto estudava tive um emprego temporário onde a pressão dos prazos nos obrigava a noitadas constantes e a trabalhar muitas horas seguidas. Quando nos começávamos a ir abaixo nas canetas o chefe punha o Ennio Morricone com o som no máximo. 
Nunca mais me esqueci do truque: instantaneamente estimulante sem acusar nada nos testes de doping...

Bom dia coraçõezinhos de robot!

 
 

{fragmentos} : Simone de Beauvoir (2)

 
 
 
 

{fragmentos} : Simone de Beauvoir (1)




 
 


 

o documentário completo aqui

Das redes

Hoje, tamborilei os dedos por cima da sua saia. Pude sentir tecido de rede, mas não era ali mesmo. Por baixo da sua pele, as suas veias em rede; depois a pele, células em rede, depois as meias de rede, o tecido da saia tecido em rede, a minha mão a tamborilar e os meus dedos com pele com células em rede e depois a minha pele; e dentro da minha pele, as minhas próprias veias em rede. 
Pensei que deve ser triste morrer: uma exposição gradual das redes sem ninguém para tamborilar nelas. 
 

16 de Novembro de 2014

{confissão}

Não vivo sem silêncio, mas sou daquelas pessoas que gritam muito, mesmo muito, enquanto jogam Super Mário...

15 de Novembro de 2014

Da verdade

A verdade é sempre um contacto interior e inexplicável. A minha vida a mais verdadeira é irreconhecível, extremamente interior e não tem uma só palavra que a signifique.


Clarisse Lispector
"A hora da estrela", p.13

13 de Novembro de 2014

Manoel de Barros (1916-2014)

 



“A gente nasce, cresce, amadurece, envelhece, morre. Pra não morrer, tem que amarrar o tempo no poste. Eis a ciência da poesia: amarrar o tempo no poste.”
(Manoel de Barros)

Bom dia, coraçõezinhos de robot!


 
Oh, caramba, estou apaixonada...
Ele pode não ser muito expressivo (nem sequer tem olhinhos), mas um robot dotado de sentido de humor e sarcasmo é um bichinho muito evoluído. Já para não dizer que aquela coisa de acender uma luzinha quando está a gozar é uma app que me dava imenso jeito...
 
A imagem é do Marco Puccini