19 de abril de 2015

{desabafo}

A minha vida é estranha.
Por exemplo, esta noite vou fazer serão de roda de fotografias da Ana Malhoa porque estou a ilustrar um texto sobre a dita.
Espero não ter sonhos turbinados...

{a banda sonora do dia}

 

18 de abril de 2015

{Histórias de amor do caneco} - escrita desesperada

 




Emma Hauck (1878 - 1920) foi internada pela primeira vez na Clínica Psiquiátrica de Heidelberg aos 30 anos. Era casada com Michael Hauck e tinha dois filhos de dois e quatro anos. Com a deterioração do seu estado mental acabou por ficar internada no Departamento de Terapêutica e bem-estar de Wieslochem até ao fim da vida.
 
Os registos da clinica de Heidelberg indicam que a paciente perguntava constantemente pelo marido e pedia para lhe escrever. As cartas nunca foram enviadas. Consistem na repetição das expressões "Herzensschatzi Komm" (meu amor, vem) ou apenas "Komm komm Komm" ("Vem, vem, vem"), até à ilegibilidade, ocupando praticamente toda a superfície do papel.
Estas cartas fazem agora parte da coleção de obras de arte de doentes mentais Hans Prinzhorn .
 
(caneco, estas histórias partem-me o coração...)
 

17 de abril de 2015

Fragmento (de Kafka)

 

A Laura recortou um livro de que gostava para me oferecer um parágrafo, embrulhado e tudo.
{há pessoas muito bonitas}

Das fotografias encontradas



Ainda ontem pensei  "há uns meses que não encontro uma fotografia".
Hoje meti-me por uma rua fora do percurso habitual e encontrei três de uma assentada. Bem diz a minha avó que não há fome que não dê em fartura...

{desabafo}

A caixa de comentários deste blogue tem saudades dos mimos do Jorge Falloca.
E eu tenho saudades d' O cheiro dos livros.

Um abraço amigo, onde quer que estejas.

Fragmentos (vai-se o papel, ficam as palavras)




Fragmentos de texto de um livro medieval que passou 1200 anos na lama.
Aqui podem ler mais sobre esta história de sobrevivência.

13 de abril de 2015

{querido diário} das formas

Na minha cabeça
as andorinhas chamam-se peixes
e as estrelícias chamam-se garças.

{Querido diário}

Dedico dez minutos por dia a cuidar do meu jardim e em troca ele dá-me de tudo.
No fim do inverno, lírios.
Na primavera, rosas.
No verão, hortenses
No outono, esperança.

6 de abril de 2015

{anita mamã} liberdade

No cinema, enquanto esperávamos pelo filme, passou um anúncio da Amnistia Internacional.
-Olha mãe, isto é para ti, estão a falar de liberdade e tu gostas destas coisas...
-E tu não gostas de liberdade?
[hesitou]
-Gosto... mas às vezes também gosto de estar com pessoas...
 
Pumba Catrapumba! Eu toda inchada a pensar que o meu filho me achava uma pessoa muito livre e afinal só me estava a chamar misantropa...
 
(temos aqui uns conceitos que têm de ser revistos, mas de qualquer das formas tenho que lhe gabar a perspicácia)

4 de abril de 2015

{desabafo}

O miúdo do quintal do lado está concentradíssimo há mais de 10 minutos a tentar hipnotizar o gato.
Balança um porta-chaves à frente da cabeça do bicho e repete sem parar com voz de criança que tenta fazer voz cavernosa:
"Olha para istoooo, olha para istooooooo".

Acho mais provável que o gato o hipnotize a ele.


31 de março de 2015

{desabafo} - Waldeinsamkeit

A língua alemã tem uma palavra que designa a sensação que se tem quando se está sozinho numa floresta:

Waldeinsamkeit

(se a soubesse pronunciar era a minha palavra favorita)